EQUINÓCIO

23-09-2021

Estamos a meio do ano astrológico e no último trimestre do ano civil.

Esta altura do ano, só por si pede balanço, mergulho e direção, não fossem estes os atributos dos signos com a energia do outono - Balança, Escorpião e Sagitário.

De facto sinto que é necessário muita neutralidade para poder balançar tudo o que nos acontece na vida. Esta zona neutra permite-nos ver, sem julgamentos, cada manifestação do nosso subconsciente, e com humildade o aprendiz pode alcançar o mestre interior de forma a compreender aquilo que está a construir e a atrair para a sua vida.

Mas para haver essa compreensão, é necessário este mergulho interno, atravessando as águas mais revoltas, para compreender que a onda é formada por água cristalina, capaz de refletir o arco-íris quando exposta à luz.

É por esse motivo que em astrologia o arquétipo de Escorpião está associado a 3 animais: o escorpião, a cobre e a águia, representando os vários aspectos da obscuridade integradas na consciência do todo.

E de facto, quando nos permitimos ir ao fundo do mar, temos a oportunidade de embarcar em várias direções, é mais fácil ver o caminho, porque compreendemos que não precisamos de ferramentas externas, mas apenas de usar aquilo que temos. E o Outono, para mim, representa isso mesmo. Usar tudo aquilo que geramos para compreender como podemos usar esses recursos no inverno, e também começar a preparar as novas sementes para o cultivo do próximo ano.

"Com tudo aquilo que tens, como podes ser feliz?" esta foi uma das mensagens que surgiu ontem, à qual compreendi que era necessário iniciar um processo de gratidão por tudo aquilo que a vida me deu enquanto vivi em piloto automático, sem consciência da forma como usava a minha energia pessoal, mas também de agradecer todas as aprendizagens que tenho vivido, e de finalmente me estar a permitir viver.

O Mundo por vezes parece algo perigoso, quando acreditamos que a jaula é aquilo que nos protege, mas sem abrir as asas, nunca saberemos se o medo é a base que sustenta essa jaula, de forma a não nos permitirmos reconhecer as belezas do Mundo.

E tem sido nesta rendição que tenho sido guiada a lugares de Portugal que não só evocam beleza como também uma energia única. Por vezes os guardiões manifestam-se, outras, apenas me pedem para calar e sentir o lugar, para voltar... e de facto pode parecer um pouco estralho obedecer a estas energias... mas acredito que somos um, e como sou humana, nem sempre estou na frequência energética correcta para poder criar diálogo com as energias subtis, por vezes a minha mente parece uma lata cheia de chocalhos que quer prestar atenção à formação geológica, à fauna e flora, e fico dispersa, não deixando muito espaço para despertar. Por isso é importante parar, sentir e avançar, para que seja possível, de coração aberto, perceber para lá daquilo que os olhos nos mostram. E com sabedoria, podemos então abrir as portas da Matriz Lusa, de acordo com a sua essência, para que seja possível retomar o caminho da Luz.