DAR E RECEBER

03-03-2021

Este é um tema que aparece com alguma frequência nos Desenhos d'Alma, e confesso que é uma das minhas fragilidades. Esta energia, em polaridade, pode reflectir a dificuldade ou a capacidade de saber dar mas não se permitir receber, ou o oposto, gerando um desequilíbrio, que, dependendo dos níveis, pode levar a uma desvitalização ou a uma hipertensão naquilo que é a energia vital de cada ser. 

E como podemos alcançar o equilíbrio desta polaridade? Através da harmonia deste fluxo que nos pede para assumir a abundância que há em nós e a confiar no processo.

Quando não nos permitimos receber (seja por uma energia de controlo ou por uma questão de não merecimento) vamos gerar um padrão na nossa vida que nos vai fazer entrar em escassez, e em desvalorização daquilo que a vida tem para nos dar, entrando assim numa frequência lenta e densa que parece afastar aquilo que realmente queremos, ou desejamos para a nossa vida.
Por outro lado, quando não permitimos dar (seja por medo que nos venha a faltar algo, ou por vingança) estamos igualmente a gerar um padrão que se torna negativo e até primitivo, pois reflecte uma não confiança no plano de vida, gerando esta atitude de sobrevivência que nos faz ficar agarrados àquilo que nos pode parecer uma segurança, como se fosse a última bolacha do pacote.

Assim percebemos que a energia do controle e do processo de não confiar, acaba por ser o ponto de ligação que torna estas energias em polaridade, em vez de se tornarem num loop continuum de potencial, que, tal como uma multiplicação, gera a possibilidade do dar se transformar naturalmente em receber, e vice-versa.

Deixo a sugestão de escreverem num caderno qual o motivo porque me custa tanto dar/receber, e qual é a energia impulsora o meu dar e o meu receber. Desta forma abrimos consciência para o nosso plano de ação, permitindo trazer coerência para a nossa energia e para a nossa vida.