A viagem a Inglaterra

É a terceira vez que estou a tentar escrever este texto…. Sem entender muito bem o seu propósito, sinto que é importante deixar o registro escrito da viagem que fiz em julho e que mudou a minha vida.


Sou perita em negar sinais e também a dizer “não…. Isso não é para mim, procurem outra pessoa” quando recebo indicações superiores. E por isso não é de surpreender que, em fevereiro, durante a viagem pelo Nilo, ao receber instruções para ir a Inglaterra e Escócia em julho, fiz de tudo para me escapar dessa viagem, inclusive, com uma das minhas melhores amigas a dar todo o suporte e apoio necessário eu respondi: não tenho dinheiro, manifestando não só escassez, mas assumindo a impotência que sentia perante o chamado.



Após uns meses, e através da Merkaba Activation, estava eu a caminhar pelo Bairro Gótico de Barcelona com Rosi, quando ela sente de visitar uma amiga, que delicadamente nos encerra no seu espaço sagrado e nos diz: “vamos tirar umas cartas? Vamos ver qual será a tua próxima viagem….” Escolho uma carta e…. tinha ali…. diante de mim a representação de Stonehenge, com um dragão de água, um de fogo, e Merlin a abrir um triskel. Confesso que congelei… entendi que estava a fugir do meu caminho, e senti o medo de me expandir em cada uma das minhas células. Mas na manhã seguinte, junto ao dragão de Montserrat e durante a minha primeira cerimónia de cacau, fui levada não só a curar partes da minha árvore como a abrir-me a estas viagens e também a mais campos de consciência. Recordo-me de ser envolvida em malhas de geometria e de começar a limpar e a tecer fios, reorganizando a informação que estava disponível. Assim que abri os olhos, perguntei a Santiago se havia lugares livres para a Merkaba Activation que seria em Stonehenge, e assumi aí a minha presença nesse encontro, bem como a preparação para a viagem, mas…… não podia contar com tudo o que ia viver em Londres, em Stonehenge e em Glastonbury…..


Sabia que, ao chegar a Londres, tinha de ir directamente ao British Museum assim que aterrasse. Já no museu, mostravam-me como algumas peças de arte entravam em conflito energético, e como era importante abrir fluxos de energia, recebendo instruções para mover o meu corpo, abrindo esse movimento. Creio que por me ter permitido a receber estas instruções, fui levada à sala da Serpente de duas Cabeças, onde imagens de várias serpentes que se moviam pelo chão começaram a vir na minha direção. Entendi que não tinha de ter medo. Permiti que subissem pelas minhas pernas e senti toda a kundalini a ser activada por um fogo quente e por um fogo frio. Entrei em êxtase, e sai, cruzando-me com a minha vaca sagrada, reconhecendo que esta “primeira prova” tinha sido cumprida.


No dia seguinte tínhamos a Merkaba Activation (a minha 4ª participação) na casa da host de Londres, a Gabi, cuja casa é um templo sagrado de cristais e de animais. Apesar de eu nutrir um carinho muito especial por Santiago (um dos facilitadores da Merkaba Activation), confesso que o momento facilitado pela Gabi, ficará sempre no meu coração. Pela primeira vez conheci alguém que é uma cuidadora de cristais e que, apesar de ter uma loja, não tem qualquer interesse em vender os mesmos. O respeito, o amor e o cuidado por cada pedra vê-se e sente-se. Saímos desse dia com uma maior consciência do uso dos cristais, e também com a missão de entregar pequenos cristais diamantes do Irão no círculo de pedras.


No dia seguinte madrugamos, tínhamos encontro às 5 da manhã para ir ara Stonehenge. A energia do céu estava muito forte, um alinhamento incrível com Júpiter e Saturno, e enquanto me conectava com esta energia, recebo uma mensagem “não é o tempo certo”. Fiquei nervosa, e com a sensação que estávamos atrasados, mas, relaxei para poder estar centrada em mim mesma.


Chegamos, havia alguma instabilidade no ar, e sentia que não podia ir tão rápido quanto os outros. Em um momento, vejo o gruo já junto das pedras, e eu sou empurrada para trás recebendo as instruções de me apresentar perante os anéis de saturno. Ignorei o grupo, e foquei-me em respeitar cada pedido que vinha dos elementais e dos guardiões daquele lugar.


Perdi a força nas pernas e chorei, de saudade, de me sentir nada e saber que ali tinha que ser tudo. Entramos ao centro e pedem-me para me focar no eixo do círculo, onde se começa a activar a espirar superior e inferior responsáveis pelo campo toroidal. Surge uma geometria específica para ser trabalhada, mas, nesse momento alguém coloca musica a tocar e tudo aquilo que eu estava a ver se desfaz como se um espelho se partisse em mil pedaços, senti-me regressar ao corpo de forma violenta e sentia agitação dos corvos e dos guardiões físicos do lugar que nos tentaram expulsar, mas ao abrir os olhos, tinha aos meus pés o cristal diamante e um óleo da noa que tinha exactamente a mesma geometria, em vez de sentir frustração, semeei esse cristal para que no tempo certo fosse possível abrir essa malha geométrica.


Ao sair do círculo, partilhei com Noa tudo o que me havia chegado e ela partilha que lhe havia chegado a mesma mensagem sobre o tempo, mas que a tinha sentido como “ainda não é tempo” e assim que ela diz isto eu ouço “isto era um ensaio, para que possas voltar cá, em pleno inverno, antes do sol se levantar no horizonte”.


Nesse mesmo dia fomos para Glastonbury, cuja história terei que partilhar num outro artigo, mas, dizer-vos que, durante esse dia foi criado um crop circle cuja mensagem estava conectada com a vivência que tivemos em Stonehenge, uma vez que nos unimos ali para poder devolver energia ao círculo, doando também estes cristais, em vez de chegar com a intenção de tirar ou de obter algo específico desse lugar sagrado.


Esta história acaba por ser revelada só agora, pois tive a honra de ter a visita da Gabi nestes últimos dias em Fátima, e tudo o que partilhamos ajudou-me a entender que é importante abrir espaço para falar o que sentimos, mesmo que seja diferente da experiência do grupo ou de alguém que está a ter a sua vivência ao nosso lado. Pois cada um terá a sua forma de ver e de sentir, e não há certo nem errado, apenas muitas possibilidades. Que esta história vos possa inspirar a reconhecer as inseguranças e a magia da vida.


To be continued….

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