Caminho da Alma

Em dezembro de 2019 a minha mãe ofereceu-me uma mini laranjeira, cheia de flor, de nome Ouriana, e nesse mesmo dia eu adoeci, pensando que ia morrer porque a minha missão de alma estava cumprida: canalizar as Mensagens d’Alma.

Na verdade, eu estava a adoecer para sofrer uma actualização energética, de forma a compreender mais profundamente a dimensão da Alma, onde fui convidada a fazer uma viagem pelo sul de Espanha para reconhecer o caminho da Luz e partes de mim que estavam perdidas.

Nesta viagem, que me levou a descobrir a essência de Azahar, mostraram-me a vida onde me desfragmentei como alma, assumindo um peso, uma dor e uma culpa tremenda por ver todo o meu reio estar a ser dizimado.

Quando esta memória chegou, eu queria fugir da cidade, mas, um espírito, que se assumia como o meu braço direito, esteve sempre ao meu lado, tentando puxar-me para a consciência do que se passou e, como eu negava, do nada as pessoas desse lugar começaram a fazer-me pequenas oferendas, descontos, vénias e inclusive dar prioridade na entrada de locais que eu precisava de visitar.

Mas, sempre que a minha alma se quer abrir, eu, de forma inconscientemente volto-me para trás, tentando correr contra a maré. E confesso, até hoje, eu não tinha entendido isto, pois acabo por estar envolvida em tantos projectos que pensava que estava a caminhar para a frente, rumo ao meu propósito.

Foi preciso eu desabar por completo na semana passada para poder ver melhor o meu caminho. Através da ajuda de práticas terapêuticas, de um retiro e de uma viagem à Rota da Prata, tudo se clarificou.

O meu trabalho, que passa pelo aprofundamento da dimensão da alma, pedia-me para assumir tudo o que tenho aprendido sobre as ligações de alma, desde a conexão individual até à colectiva. Que começasse a escrever sobre as Monadas, as Chamas e as Almas Gémeas. Que coloque no papel os contos e as histórias que me chegam de forma a inspirar a linguagem de alma…. Mas isto obriga-me a passar por cima do meu Quiron e da minha Lilith, e…. eu andava a fugir deles, a fugir dessa exposição e expressão.

Neste tempo de tensões e de eclipses, é curioso como consigo ver melhor.

E sei que tenho de partilhar essas informações com o mundo, pois, é muito fácil cair na distorção da realidade, e por vezes é difícil aceitar o obvio, e o simples.

Porque é mais romântico acreditar numa alma gémea que será o nosso amor eterno onde se viverá feliz para sempre, em vez de compreender que as verdadeiras almas gémeas são as que nos trazem conflitos para que possamos evoluir e seguir com o nosso propósito de alma.

Da mesma forma que é mais simples acreditar que existe uma metade nossa no Mundo em vez de compreender que isso pode resultar de uma carência crónica. Sinto que somos todos um e, por isso, devemos de nos amar por igual, podendo ter uma relação romântica com qualquer pessoa do mundo. O algoritmo será a vibração, e é ela que vai ditar uma união ou uma separação conforme o ritmo da frequência.

E assim que compreendemos que qualquer pessoa é a nossa alma gémea, podemos entender o que são as chamas gémeas e as Monadas, reconhecendo estes grupos almicos, onde um conjunto de almas forma um clã com um código específico, de forma a experienciar-se na matéria, no campo etérico ou em vários planos diferentes.

Conhecer uma pessoa da nossa Monada é extremamente raro, é entrar num conflito que sob os olhos humanos nos fazem perder o chão. Entrar num silêncio profundo onde nos ficamos a contemplar, onde olhamos o outro como se fosse um espelho, onde se podem ver todas as ligações que nos unem e todas as diferenças que nos completam e onde a separação dói, rasga a pele. A parte da nossa mente, patrocinada pela Disney, faria disto um conto de fadas, mas, posso garantir que é muito mais interessante as reais conexões de alma.

E é neste compromisso, de voltar a escutar a voz que me ensina tudo sobre a dimensão da alma que assumo de novo o compromisso de render-me, e de me entregar como canal, para aquilo que for necessário, sem medos. Mergulhando no silêncio e no Caminho, de forma a fazer o regresso a casa.

E se dúvidas restassem, hoje, após dois anos, a Ouriana voltou a encher-se de flores, que em breve vão abrir, e inspirar-me novamente com o seu perfume, para que eu não esqueça de Azahar.

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