Despertar Arez

O despertar de Arez começou durante a própria viagem.

Sabia que tinha de chegar lá por meio das estradas nacionais, onde nos apercebemos realmente da transição entre Ribatejo e Alentejo.

Os animais fizeram-se muito presentes, ficando a sobrevoar o carro, ou simplesmente parando nas bermas como guardiões dos lugares e também do caminho.

A sair da zona de Abrantes vejo uma raposa atropelada, já sem o seu espírito perto, mas pediram-me para estar mais atenta, até que, mesmo na entrada de Arez, encontro novamente uma raposa cuja alma ainda estava agarrada pelo fio de prata ao seu corpo. Mostraram-me uma imagem fúnebre, onde eu carregava estes animais de forma a devolver o corpo à terra e a Alma às estrelas, e com esta visão, foi inevitável a inversão de marcha.

Não tinha os tecidos que via, mas tinha um saco todo fashion da Nespresso, que serviu desse manto para a pegar e levar para junto das plantas. Olhei à volta e colhi Erva de São João e umas pequenas flores roxas para representar poejo. Fiz o seu ritual de passagem e segui caminho.

O encontro foi marcado junto da Igreja, e aí esperava-me a Bé e a Patrícia, que já conheciam o local que íamos activar.

Fui conduzida por elas até lá mas com um desconforto muito grande no corpo, parecia que estava a crescer, mas não sabia explicar tal sensação.

Chegamos ao local e as entidades guardiãs perguntaram-me “o que fazes aqui?” expliquei o que fazia ali e perguntaram-me “mas e onde estão as pessoas? Deste ponto vamos activar toda a rede de granito da Península Ibérica, trazendo a informação cósmica novamente para o quartzo e para a turmalina. Olha para as quatro direções e vê como cada uma destas pedras forma uma rede, e mais além, vê os vários menires e formações que geram pontos de intercepção. Consegues ver? Eleva-te em altura e vê toda a rede granítica.” Mas como vamos activar esta rede? “Primeiro, pede autorização aos elementais que vão estar contigo. Já trazes as vestes da raposa, mas os Quercus vão dar a sua raiz e sabedoria, e os guardiões que estão do outro lado vão ajudar ao processo. Depois vais formar um grande círculo com as pessoas e usar a energia do coração para pulsar a frequência necessária para despertar essa rede. E sim, precisas de várias pessoas para o fazer, porque cada pessoa tem uma chave no seu coração e precisamos de diferentes códigos, de forma a abrir novamente esta rede.”

Mas vamos ser 5 ou 6 pessoas. “Porque achas que vais ter de despertar a Consciência do Tejo? Este trabalho de Despertar dos Guardiões não é algo para fazeres num dia ou num mês, nem tão pouco num ano. É um processo que podia ser rápido se as pessoas ouvissem o seu chamado, mas, como ainda parece algo a brincar, vai levar o seu tempo”.

Durante a activação foquei-me ao máximo na tarefa, mas, confesso que quando senti a mente ganhar espaço de dúvida, a entidade que esteve a conduzir o processo, agarrou-me e disse-me “isso, sente-te pequena novamente, sente os teus medos, a impotência do teu ser, e desde esse espaço, abre o teu coração cristal. Expande essa luz e deixa que a Merkabah ilumine estes corações que te rodeiam, de forma a trazer a energia certa. Cada um de vocês leva agora este compromisso de trabalhar as suas emoções e aprender a trabalhar cada um dos estados emocionais como uma potência, de forma a que mais corações se juntem na mesma canção, e através desse som, cada pedra cristal possa despertar também”.

E assim, deixamos a semente da activação de hoje nos nossos corações, mas também naquela pedra enorme de granito.

Foi uma honra, como sempre, partilhar este Despertar dos Guardiões com pessoas que vão ao encontro deste chamado. Esta tarefa não terminou aqui e além de ter já instruções para as próximas activações, posso partilhar que neste momento estou em Évora, onde estou a seguir com este estudo de locais que estão a pedir por este despertar, de forma a dar continuidade ao projecto Despertar.

Conto contigo nas próximas activações.

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