MISSÃO PLANETÁRIA

Em 2020, em pleno confinamento, eu passei por uma crise existencial (como a maioria das pessoas).



A minha vida, o meu mundo concreto, estava a desabar. O meu trabalho estava a deixar de me fazer sentido, a forma como eu via a vida, também. E por isso, no meio de um pequeno caos eu desalinhei-me e pedia ajuda todos os dias aos meus guias para me ajudarem, ou para colocarem alguém no meu caminho que me ajudasse a compreender o que era necessário fazer.

Sentia que já tinha feito tanto trabalho de desenvolvimento pessoal, e que tinha chegado a um ponto que não compreendia qual a direção.

Para aumentar a minha vibração recorria ao Youtube para ouvir músicas divertidas e estava sempre a ser interrompida por um fulano que dizia "eu sou Matias de Stefano e o meu papel é recordar". Por vezes as músicas paravam com esta publicidade mais de 4x. Mas como sou teimosa, apenas nutri uma raiva por essa pessoa, até que 3 amigos diferentes me sugeriam assistir a uma meditação online sobre os dias fora do tempo que seria facilitada por Matias.

Lá me rendi e comecei uma jornada de 370 dias de alinhamentos diários que transformou toda a minha vida. Primeiro porque comecei a recordar daquilo que me tinha esquecido, e depois porque compreendi todas as ferramentas que tinha disponíveis e que não usava por medo, ou por não compreender que o propósito da espiritualidade é podermos vive-la na prática.

Movida por esta abertura de uma nova consciência e de uma nova forma de ver o Mundo, coloquei-me num avião em plena pandemia e dirigi-me ao Egipto para fazer parte dos 12 nodos do EU SOU. Esta viagem trouxe-me mais abertura e uma grande calibração do meu caminho. Mas não porque fui ao Egipto, não porque estive com Matias de Stefano, ou porque estive nas 3 pirâmides. Esta abertura iniciou quando afirmei que ia, quando escolhi o meu caminho e me permiti a ir ao encontro da minha alma e da minha verdade.

Nessa viagem muita informação foi disponibilizada, sendo uma das mais importantes a necessidade de tecer a malha planetária de forma a alcançar novamente a unidade. Mas a unidade apenas se alcança quando podemos aceitar a unicidade de cada ser, de cada povo ou de cada cultura.

Eu não posso aceitar o outro se não me aceito a mim mesma. Eu não posso amar verdadeiramente uma cultura se não entender as minhas raízes. Posso apaixonar-me pelas aparências, mas é necessário ir à raiz, não ter medo daquilo que vamos encontrar, mas sobre tudo, confiar no nosso sentir.

E esta semana tenho sido confrontada com a minha dificuldade de confiar, o desconforto de me permitir abrir na totalidade do meu ser.

A minha zona de conforto é abrir-me para passar mensagens às pessoas. Mas sempre que outras entidades se manifestam para compartilhar informação, eu bloqueio o meu coração. Tenho medo e fecho-me. Sinto-me pequena, sinto muitas vezes que não digna de receber esses acessos.

Mas como seres vivos, precisamos de mudar, de evoluir. E nesta semana, que tenho estado dedicada a trabalhar nesta missão planetária juntamente com pessoas de todos os cantos do mundo, estou a permitir-me entrar no reconhecimento de mim mesma. Permitindo que os ossos estalem e se alonguem um pouco mais de forma a abrir-me a esta nova condição.

Não ter medo da mudança, saber que todo o tipo de mudança ou de morte antecede um renascimento, é aquilo que me dá alento e confiança no futuro.

Afinal, o lema de qualquer sagitário é a Fé, a confiança de que, independentemente do caminho que escolhemos, estamos no caminho, a fazer o nosso próprio caminho, que nos vai conduzir á nossa missão de vida = viver.

E de coração, sinto que vivemos esse caminho em plenitude quando o nosso caminho interno se funde com o nosso caminho externo.


Quando vivemos quem somos, e quando somos o que vimemos, vivemos a completude do nosso ser. E a partir desse momento, podemos também abraçar a nossa missão planetária, permitindo que a nossa vida seja uma dança que nos conduz pela espiral da evolução.

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